Epicuro - estoicos
(341-270 A.C.)

O estoicismo é uma escola de pensamento que floresceu na Grécia, foi admirada pelos romanos (Cícero, Sêneca) e influenciou o cristianismo primitivo. Embora seja uma escola com vários representantes (Lucrécio, Demócrito, Zeno o estóico e mais tarde Lucrécio) Epicuro, discípulo de Demócrito foi um dos que mais escreveu, embora de modo esparso. Na mesma época (300 A. C) em que a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles dominavam Atenas, Epicuro estabeleceu uma escola que denominou - O Jardim. Diferente de outras escolas ela aceitava mulheres, inclusive escravos, ao menos um de nome Rato. Epicuro assegurava que a felicidade é um bem supremo. Por felicidade queria dizer evitar a dor; uma vida sem dor , preocupações e ansiedades deveriam ser evitadas , de modo ao ser humano ser feliz tal como é. Evitar a dor implicava para o Jardim evitar a vida política, pois é tão difícil agradar aos outros, ser feliz e vencer na política que abraça-la seria abrir mão da felicidade.

A indicação de Borges sobre "o labirinto dos estóicos", refere-se à refutação no Livro 12 de Santo Agostinho à teoria do mundo infinito dos estóicos, tal como ele indica no ensaio "Nietzsche a propósito de Zarathustra" - publicado em La Nación ( 15 de outubro de 1944), (texto que não consta em suas obras completas, aqui transcrito de um excelente sítio argentino sobre Nietzsche). Baseados na idéia dos átomos de Demócrito, que seriam finitos, porém capazes de se combinar ao infinito, o mundo estaria em constante renovação, sendo destruído pelo fogo e recriado continuamente, num movimento cíclico que nenhum Deus seria capaz de entendê-lo, porém estaria em constante renovação e aprendizagem.

 
 

Para saber mais

Português
um painel com as idéias principais
Inglês várias conexões para o epicurismo, com fontes originais

Bibilografia

Português
Carta a Meneceu - Ed. Unesp. - excelente e obrigatório.
Inglês A obra de Diogenes Laertius "Lives of Eminent Philosophers, Book X" ou Carta a Meneceu.