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    Borges - O Livro Seneca (4 AC - 65 DC)

 

Lucius Annaeus Seneca, o filho.

morte de seneca Rubens - Museo del Prado - Morte de Seneca - 1615 ampliar

filósofo, homem de estado, orador e escritor romano.Exerceu grande influência intelectual em Roma no primeiro século depois de Cristo, e foi, junto com seus amigos, o governador virtual de Roma entre 54 e 62, durante a primeira fase do reinado do Imperador Nero

 

  1. Vida
  2. Obras
  3. Notas
  4. Frases
  5. Outros Links

 

Vida

Sêneca era o segundo filho de uma próspera família romana, nascido em Córdoba na Espanha, então uma província romana. Seu irmão mais velho Gallio, encontrou-se com o Apostólo Paulo em 52 D.C., ao passo que seu irmão mais novo foi o pai do poeta Lucano. Foi educado na escola de Sextii, uma mistura de estoicismo com neo-pitagorismo. Começou uma carreira de político por volta de 31 D.C. No ano de 39 faz um discurso no Forum que provocou a ira do Imperador Calígula. Condenado à morte recebeu a clemência graças à interferência de uma amante de Calígula. Ela convenceu o Imperador que o doentio Sêneca teria uma vida breve e não valeria a pena condená-lo. Em 41 o Imperador Cláudio baniu Seneca para a Córsega para afastá-lo de sua sobrinha . Exilado escreveu três tratados denominado Da Consolação - Consolationes. Retornou a Roma em 50 D.C. e tornou-se tutor do futuro imperador Nero, a pedido de Agripina mulher de Cláudio e mãe de Nero. Em 59 contribuiu com Nero no golpe para assassinar Agripina. Em 62 solicita permissão a Nero para se afastar dos negócios em Roma, e escreve seus trabalhos filosóficos mais importantes. Em 65 os inimigos de Sêneca fazem uma falsa denúncia a Nero que condena-o à morte através do suicídio. Esta morte foi uma agonia, como descreveu Tácito (Annales XV, 60-5) e foi esplêndidamente ilustrada por Rubens. Corta uma veia do pé em busca de uma morte tranquila. Porém demorou tanto a sangrar que pediu um banho quente para facilitar a hemorragia. Antes lembra-se de um texto e chama um secretário para copiar um ditado. Enquanto a vida se esvai lentamente deixa seu pensamento imortal através da escrita. Ao final, como Sócrates, acabou tomando o veneno da cicuta.

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Obras

Epistulae Morales ad Lucilium Cartas a Lucíolo cartas
Quaestiones Naturales Questões Naturais ensaios
De Consolatione ad Polybum Consolação a Políbio ensaios
De Consolatione ad Marciam Consolação a Marcia ensaios
De Consolatione ad Helviam Consolação a Helvia ensaios
De Ira Da ira ensaios
De Providentia Da Providência ensaios
De Constantia Sapientis Da Constância da Sabedoria ensaios
De Otio Do ócio ensaio
De Tranquillitate Animi Da tranquilidade da alma ensaio
De Vita Beata Da vita em retiro ensaio
De Clementia Da Clemência ensaio
De Brevitate Vitae Da brevidade da vida ensaio
Apocolocyntosis Apocolocintosis sátira
Medea Medéia teatro
Phaedra Fedra teatro
Hercules [Oetaeus] Hércules teatro
Agamemnon Agamenon teatro
Octavia Otávia teatro
Oedipus Édipo teatro
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Notas: Borges - Cartas a Lucílio.

Carta a Lucilius são 124 ensaios que tratam de uma relação enorme de problemas morais.

O trecho a que Borges se refere em O Livro,

"Demasiada abundância de livros é fonte de dispersão; assim, como não poderás ler tudo quanto possuis, contenta-te em possuir apenas o que possas ler. Dirás tu: "Mas sinto vontade de folhear ora este livro, ora aquele." Provar muita coisa é sintoma de estômago embotado; quando são muitos e variados os pratos, só fazem mal em vez de alimentar. Lê, portanto, constantemente autores de confiança e quando sentires vontade de passar a outros, regressa aos primeiros"

Livro I carta II Cartas a Lucílio.

 


Frases:

Non exiguum temporis habemus, sed multum perdimus Não é que tenhamos pouco tempo, nós é que o desperdiçamos Da brevidade da Vida, I3
     
     

 

 

 

 



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Para saber mais, outros links

 

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