Lucius Annaeus Seneca, o filho.
filósofo, homem de estado, orador e escritor romano.Exerceu grande influência intelectual em Roma no primeiro século depois de Cristo, e foi, junto com seus amigos, o governador virtual de Roma entre 54 e 62, durante a primeira fase do reinado do Imperador Nero
Vida
Sêneca era o segundo filho de uma próspera família romana, nascido em Córdoba na Espanha, então uma província romana. Seu irmão mais velho Gallio, encontrou-se com o Apostólo Paulo em 52 D.C., ao passo que seu irmão mais novo foi o pai do poeta Lucano. Foi educado na escola de Sextii, uma mistura de estoicismo com neo-pitagorismo. Começou uma carreira de político por volta de 31 D.C. No ano de 39 faz um discurso no Forum que provocou a ira do Imperador Calígula. Condenado à morte recebeu a clemência graças à interferência de uma amante de Calígula. Ela convenceu o Imperador que o doentio Sêneca teria uma vida breve e não valeria a pena condená-lo. Em 41 o Imperador Cláudio baniu Seneca para a Córsega para afastá-lo de sua sobrinha . Exilado escreveu três tratados denominado Da Consolação - Consolationes. Retornou a Roma em 50 D.C. e tornou-se tutor do futuro imperador Nero, a pedido de Agripina mulher de Cláudio e mãe de Nero. Em 59 contribuiu com Nero no golpe para assassinar Agripina. Em 62 solicita permissão a Nero para se afastar dos negócios em Roma, e escreve seus trabalhos filosóficos mais importantes. Em 65 os inimigos de Sêneca fazem uma falsa denúncia a Nero que condena-o à morte através do suicídio. Esta morte foi uma agonia, como descreveu Tácito (Annales XV, 60-5) e foi esplêndidamente ilustrada por Rubens. Corta uma veia do pé em busca de uma morte tranquila. Porém demorou tanto a sangrar que pediu um banho quente para facilitar a hemorragia. Antes lembra-se de um texto e chama um secretário para copiar um ditado. Enquanto a vida se esvai lentamente deixa seu pensamento imortal através da escrita. Ao final, como Sócrates, acabou tomando o veneno da cicuta.
Obras
| Epistulae Morales ad Lucilium | Cartas a Lucíolo | cartas |
| Quaestiones Naturales | Questões Naturais | ensaios |
| De Consolatione ad Polybum | Consolação a Políbio | ensaios |
| De Consolatione ad Marciam | Consolação a Marcia | ensaios |
| De Consolatione ad Helviam | Consolação a Helvia | ensaios |
| De Ira | Da ira | ensaios |
| De Providentia | Da Providência | ensaios |
| De Constantia Sapientis | Da Constância da Sabedoria | ensaios |
| De Otio | Do ócio | ensaio |
| De Tranquillitate Animi | Da tranquilidade da alma | ensaio |
| De Vita Beata | Da vita em retiro | ensaio |
| De Clementia | Da Clemência | ensaio |
| De Brevitate Vitae | Da brevidade da vida | ensaio |
| Apocolocyntosis | Apocolocintosis | sátira |
| Medea | Medéia | teatro |
| Phaedra | Fedra | teatro |
| Hercules [Oetaeus] | Hércules | teatro |
| Agamemnon | Agamenon | teatro |
| Octavia | Otávia | teatro |
| Oedipus | Édipo | teatro |
Notas: Borges - Cartas a Lucílio.
Carta a Lucilius são 124 ensaios que tratam de uma relação enorme de problemas morais.
O trecho a que Borges se refere em O Livro,
"Demasiada abundância de livros é fonte de dispersão; assim, como não poderás ler tudo quanto possuis, contenta-te em possuir apenas o que possas ler. Dirás tu: "Mas sinto vontade de folhear ora este livro, ora aquele." Provar muita coisa é sintoma de estômago embotado; quando são muitos e variados os pratos, só fazem mal em vez de alimentar. Lê, portanto, constantemente autores de confiança e quando sentires vontade de passar a outros, regressa aos primeiros"
Livro I carta II Cartas a Lucílio.
Frases:
| Non exiguum temporis habemus, sed multum perdimus | Não é que tenhamos pouco tempo, nós é que o desperdiçamos | Da brevidade da Vida, I3 |
Para saber mais, outros links
| Obra completa | latim | |
| Obra Completa | latim/francês/inglês | |
| Estoicismo | inglês | leitura filosófica completa |
